
Pois é sabido que a música angolana escontra-se numa situação de extrema fragilidade. A guerra, a destruição e o sangue ameaçam a riqueza cultural e musical, quando ainda há meio século os compositores e os intérpretes angolanos foram pioneiros em África das musicas urbanas.
Neste momento Luanda é o único centro de actividade cultural onde um terço da população do país sobrevive isolado do resto do território, mas as músicas populares de Angola que, mesmo nos tempos negros do colonialismo, expressavam as diversas facetas da alma do povo, não morreram.
A paisagem musical, devastada pela guerra que atinge todos, é paradoxalmente, diversificada. As centenas de milhares de refugiados levam as suas danças e tradições para as periferias da capital. Através da música, em umbundu, kimbundu e português, contam as violências da guerra e o sofrimento do povo.
Mas para sair dessa, é necessário reagir de acordo com o pensamento de Maria de Barros, segundo ela, os agentes culturais devem apostar mais no campo da música. Pois só a música pode ajudar o povo angolano a esquecer de momentos de dor que tem vivido.
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